Delírios de Uma Mente (II) Já passavam das vinte horas quando saí do trabalho; era uma sexta-feira e as ruas ainda transbordavam de pessoas em comemoração ao fim-de-semana que se aproximava. Os pontos dos ônibus ainda lotados e o confuso trânsito da cidade eram um convite para uma esticada por algum dos muitos bares do centro da cidade. Ao pé do prédio ao lado de onde eu trabalhava ficava um dos melhores bares da cidade; a melhor cerveja com certeza e uma culinária de deixar água na boca de qualquer mortal. Eu, sozinho, escolhi aquele boteco para minhas últimas horas antes de retornar para casa. Logo ao entrar deparei com o bar lotado, quase nenhuma mesa vaga, a exceção era uma que ficava em um canto do salão, quase que oculta pela enorme coluna que tinha a sua frente; este talvez o motivo de estar ali a minha espera; o que fazer? Resignar-me ou não poder ficar por ali. Peço um...